Você não precisa se esgotar para ser reconhecida. Seu valor não está no quanto você aguenta.

Talvez, em algum lugar do caminho, você tenha aprendido que ser forte é sinônimo de suportar tudo.
Talvez tenha internalizado que as pessoas que “vencem” são aquelas que seguem, mesmo exaustas, mesmo quando o corpo pede pausa, mesmo quando a mente implora por um segundo de silêncio.
E, aos poucos, aquilo que deveria ser apenas um momento turbulento virou uma forma de existir: estar sempre disponível, sempre resolvendo, sempre dando conta, mesmo quando isso custa caro demais (Sua saúde).

Mas é importante dizer: não existe reconhecimento que valha o seu esgotamento.
Seu valor não está na lista interminável do que você aguenta sem reclamar, nem no quanto você se sacrifica.

A falsa medalha do “eu dou conta”

No ambiente de trabalho, especialmente para mulheres em cargos de liderança, ainda é comum que o elogio venha quando alguém ultrapassa o próprio limite, como se “aguentar” fosse uma qualidade indispensável. Mas o que essa cultura produz é justamente o oposto: profissionais adoecidas, desconectadas de si mesmas e vivendo em um estado permanente de alerta, como se cada dia fosse mais uma prova a ser superada.

Elisama Santos, em seus livros e reflexões sobre relacionamentos, maternidade e autocuidado, fala muito sobre a necessidade de nos tratarmos com a mesma compaixão que oferecemos aos outros. Ela nos lembra que não existe potência onde não existe acolhimento de si, e que viver apenas para responder às demandas externas é uma forma silenciosa de se abandonar.

A mensagem é simples: não é preciso sofrer para merecer descanso; não é preciso se esgotar para merecer amor; não é preciso se sacrificar para merecer respeito.

O corpo avisa antes da mente perceber. 

A exaustão raramente chega de repente. Ela aparece em pequenas fraturas: a dificuldade de concentração, o cansaço que não passa com uma noite de sono, a irritabilidade que surge sem motivo aparente, a sensação de que tudo pesa um pouco mais do que deveria. E, pouco a pouco, você começa a acreditar que esse é “o seu normal”. Mas não é.

Brené Brown, pesquisadora da vulnerabilidade e coragem, aponta que viver constantemente em estado de exaustão não é sinal de dedicação, mas de desconexão. Quando ignoramos nossos limites, também ignoramos partes importantes de quem somos.

Reconhecimento não deveria custar sua saúde mental

É importante questionar: qual cultura de trabalho estamos reproduzindo quando só reconhecemos quem ultrapassa limites? Que mensagem enviamos às equipes quando valorizamos o esforço que dói mais do que o esforço que transforma?

A verdade é que empresas saudáveis crescem quando as pessoas crescem, e não quando elas adoecem. E lideranças saudáveis inspiram e produzem muito mais do que lideranças sobrecarregadas tentando sobreviver aos próprios dias.

A Síncrona acredita em outro caminho

E é exatamente por isso que existimos: para apoiar líderes e equipes na construção de ambientes que valorizam desempenho, sem abrir mão da humanidade, dos limites e do ritmo de cada pessoa.

Nossos programas, workshops e conversas corporativas não trazem fórmulas mágicas, trazem consciência, ferramentas reais e espaço de respiro para que você possa reconhecer que:

  • você não precisa se provar o tempo todo;

  • você não precisa se desgastar para ser respeitada;

  • você não precisa abraçar tudo para ser considerada competente;

  • você pode liderar de forma forte sem se afastar de si mesma.

O reconhecimento que importa é aquele que não te pede para se destruir

Permita-se experimentar uma nova lógica: a de que o seu valor está justamente na sua presença inteira, e não no seu esgotamento. Que a força não está em suportar tudo, mas em reconhecer seus limites e escolher caminhos mais gentis. E, quando quiser caminhar nessa direção, a Síncrona está aqui para te ajudar a reconstruir uma relação mais saudável com o trabalho, com o tempo e com você.


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